Temple Grandin cativa logo na primeira cena, onde vemos uma Claire Danes irreconhecível, porém extraordinariamente crível. Por ser uma produção da grandiosa HBO, já podemos esperar por algo além do comum, e é exatamente isso que o filme traz: o comum não existe aqui. Nas primeiras tomadas, percebe-se o quão o filme foi pensado e repensado, tudo pra retratar com dignidade a adolescência de Grandin. Autista, agressiva, pacata, humana, crua.
Conforme o filme discorre pelas expressões de Danes, absurdamente inspiradas e irretocáveis, fica claro o compromisso artístico de representar uma personagem tão cheia de nuances. Simples em sua essência, infinita em seu desdobramento.
Tive milhões de ideias pra esse texto, rascunhos e rascunhos pra tentar definir, resenhar com minhas palavras o sentimento de assistir a essa legítima obra-prima, porém percebo que sou mais parecida com Temple Grandin do que imaginava. Não são necessárias muitas palavras pra definir a grandeza da película. Apenas uma frase basta: fora do comum.
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